terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Capítulo 4









Chris POV


Harry abriu a ultima porta do segundo andar e seu quarto foi revelado. Um tanto organizado, uma decoração agradável de azul e cinza. Ele tinha uma estante de livros, mas ela não estava totalmente completa. Tinha uma vista incrível da janela e uma varanda perfeita. Sua cama era de casal e muito espaçosa, parecia muito macia também. Não resisti em me sentar nela para tirar minhas próprias conclusões. Harry estava com um sorrisinho engraçado me observando. Hm, era muito macia de verdade! 

- Gostou?
- Muito confortável - respondi quicando algumas vezes pra testar. 
- Imagine eu e você agarradinhos ai.
- A vista também é perfeita, sabia? - levantei, caminhando até a janela. Ele mordeu os lábios e balançou a cabeça com a minha inocente troca de assunto - Deve ser ótimo pra tirar fotos.
- Nós ainda vamos tirar muitas fotos aqui - Harry me abraçou por trás carinhosamente.
- Harry... Eu.. Você tem certeza das coisas que diz? Porque tudo soa tão fácil, tudo tão... 
- Chris, eu gosto de você. Muito! E sei que pode ser loucura dizer isso com apenas uma noite que passamos juntos, mas... Eu só quero ficar perto de você. 
- Harry... 
- Por que? Você não gosta tanto assim de mim?
- Tá de brincadeira? - me virei para encará-lo - Harry, eu gosto tanto que não é a toa que venho desconfiando de tudo isso. 
- Então por que tentar dar um freio? Do que você tem medo? - seus dedos acariciaram minha bochecha de leve - Eu posso cuidar de você. 
- Eu sei que pode - escorreguei meus dedos pelo seu braço, até encontrar sua mão. Entrelacei nossos dedos e o trouxe de volta pra dentro do quarto.

Meus cabelos foram tomados por suas mãos e um olhar de desejo brotou em sua face. A sensação era de ser dele e dele ser meu quando estávamos daquela forma. Fechei meus olhos, apreciando o frescor da sua respiração em minha boca. Meu coração estava gritando por misericórdia, eu já sentia que não era apenas um gostar. E meu medo era esse! Harry ainda não entendia que eu estava amando rápido demais, me entregando fácil demais por algo que eu não sabia como e quando teria fim. 

Seu peso me fez tombar na cama e por baixo do seu peito, eu pude admirar com atenção suas esmeraldas verdes cintilantes. Elas não paravam de me olhar por um instante. Cada traço facial de Harry parecia ter sido lapidada por anjos. Seus lábios estavam descendo lentamente, minha linha de raciocínio começava a dar Adeus com a proximidade. Com calma eles se chocaram na ponta do meu nariz, escorregando lentamente até minha boca. Um frio estava deslizando pela minha espinha. Me decepcionei com o toque se desfez em seguida, me fazendo abrir os olhos. Sua língua deslizou pelo lábio inferior e as covinhas surgiram por fim. Talvez se eu tivesse visto aquela cena de pé, teria caído de joelhos. 

Harry tombou pro lado e me puxou pela cintura para colar em seu peito novamente. Seus olhos agora se fecharam e ele respirou fundo pra sentir meu perfume. Minha mão se encaixou facilmente em seus cachos, deixando carinhos com as pontas dos meus dedos. A expressão serena não deixava enganar o quanto ele gostava das minhas carícias. Harry era tão fofo que eu queria guardar ele em uma caixinha só pra mim. Eu iria pedir a Deus todos os dias que ele jamais se esquecesse de mim, que aquilo só fosse o começo de um amor perfeito. 

- Você é a garota mais linda que eu já vi - me surpreendi ao ouvi-lo dizer aquilo ainda com os olhos fechados.
- Você é o garoto mais lindo que já vi, Harry - encostei nossas testas e esfreguei nossos narizes de leve - Meu anjinho.
- Minha lindinha - sussurrou me prendendo entre suas pernas. 

Permiti fechar meus olhos também. Nosso calor era o suficiente pra nos manter aquecidos do meio frio que fazia. Meu peito estava preenchido de paz. Ninguém jamais tinha feito eu me sentir daquela forma. Jamais alguém conseguiu me conquistar e surpreender em tão pouco tempo. Harry tinha a essência que me faltava. Ele só podia ter um dom e no fundo eu sentia que aquilo não era loucura. Apesar da pressa em todos os fatos, apesar das barreiras que viriam. Eu sentia que era pra ser assim, eu sentia que, mesmo temendo pelo fim, haveria um recomeço. 

Pegamos no sono daquele jeito que estávamos e eu mal pude conter. Era tão bom tê-lo em meus braços como se pudesse protegê-lo do mundo. Quando abri os olhos e me certifiquei de que ele ainda estava pesado de sono, a vontade de levantar foi quase zero. Os fios castanhos caiam pela testa e bochechas. Era tão adorável vê-lo tão vulnerável. 

O clima de paz foi quebrado assim que Niall começou a bater na porta chamando por Harry. Eu mal precisei chamá-lo. Por si só Harry abriu os olhos e bocejou como uma criancinha. 

- Ah, não - o abracei forte, impedindo de sair da cama. 
- Desse jeito eu fico mesmo - murmurou depois de morder minha orelha.
- Então fica.
- Harry! - novamente Niall o chamou. Harry revirou os olhos e se levantou dando uma rápida checada nas horas do relógio que tinha em seu pulso 
- O que você estava fazendo? - Niall disparou quando ele abriu a porta - Esqueceu da hora?
- Eu acabei dormindo.
- Dormindo? - Niall me olhou deitada na cama, apoiada entre meus cotovelos. Tentei disfarçar, me levantando pouco a pouco - Sei, Harry. Sei... 
- Enfim! Não é problema seu - Harry encostou mais porta, bloqueando sua visão. A partir de então eu só pude ouvir a conversa dos dois 
- Que seja então,  porque Liam vai nos matar se chegarmos atrasados.
- Eu acho que não vou ao boliche hoje - escutei Harry falar meio cansado - Quero ficar sozinho com a Chris, aproveitar um pouco.
- Mas já tá nessa melação? - Niall suspirou - Tá né, usem camisinha pelo menos. Simon não vai querer saber de minis Harry's
- Niall, boa noite! - a porta foi fechada e Harry me olhou um pouco sem graça, um sorrisinho tímido surgindo em seu rosto - Vai querer comer alguma coisa?


[ . . . ] 


Eu e Harry estávamos olhando atentamente para a panela no fogo, mantendo uma distância considerável de um possível acidente. Achava que a pipoca de microondas seria mais fácil. E seria! Se Harry não tivesse queimado a tomada. Mas não me pergunte como, ele simplesmente conseguiu queimá-la. E agora estávamos ali diante de uma panela cheia de milho, torcendo para que estourassem na manteiga derretida. 

- Você realmente sabe fazer pipoca na panela? - Harry me olhou desconfiado
- Tá querendo dizer que não sei cozinhar?
- Se você considera "fazer pipoca na panela" uma forma de cozinhar... 

Revirei os olhos e tampei a panela assim que o primeiro milho estourou. 

- Aposto que nem uma batata você deve saber fritar. 
- O que?! Eu não sou tão lerdo, Christinne.
- Tá me chamando de lerda?
- Eu só disse que não sou tão lerda.
- A partir do momento que você...
- Tá bom, meu amor. Eu sou o lerdo - Harry riu e me abraçou pela cintura - Você é minha master chef. 
- Você é ridículo, Styles. Com uma cena dessa pra fugir da merda que acabou de dizer - virei o rosto. 

Eu realmente não tinha gostado de ser chamada de lerda. Tudo bem, eu não era lá grande coisa na cozinha, mas podia melhorar. Eu não era um desastre completo. E talvez Harry tenha entendido pelo longo silêncio que se fez. 

- Por que tá me olhando desse jeito? 
- Você fica linda até brigando comigo. 
- Para...
- Olha pra mim.
- Harry..
- Linda.
- Para - ri, tentando empurrar seu peito.
- Você quer fazer birra? - também riu, seu corpo me pressionando contra a pilastra fortemente - Não me faça querer te acalmar.
- Você só acha que pode me acalmar - debochei, erguendo minhas sobrancelhas. 

Minha respiração rapidamente falhou quando Harry enterrou seu rosto na curvatura do meu pescoço e sua boca sugou minha pele. A ardência se fez de imediata, mas estranhamente senti o prazer queimar primeiramente. Seus olhos voltaram a me encarar, agora curiosos para alguma reação que viesse de mim. Meus dedos alcançaram vagarosamente a área latejante e acabei me incomodando com a leve dor que aquele toque causou. 

- Isso não deve sair tão cedo - ele sorriu torto, vendo minha expressão confusa - Todos vão saber que você é só minha.
- Você me deu um chupão? - o encarei incrédula - Harry, isso vai ter volta! - estapeei seu peito dezenas de vezes o mais forte que podia. 

O safado correu para trás do balcão e ficamos naquela corrida em círculos pela ilha da cozinha. Depois de algum tempo ele subiu as escadas correndo pra longe de mim. Eu corri o mais rápido possível pelos degraus acima, sentindo meus pés serem trocados repentinamente e me fazendo tropeçar escada a baixo. Tudo pareceu girar rápido demais e eu mal tinha notado com clareza o instante em que parei jogada no chão. 

- CHRIS! - Harry vinha descendo as pressas com uma cara de espanto. Ele se ajoelhou tão rápido que pude ouvir o baque oco no piso da sala - Ai, meu Deus, tudo culpa minha. Me desculpe, amor.
- Não, Harry, eu só... Ai! Droga, tá doendo muito - apertei meu tornozelo. Minha careta de dor devia estar o assustando mais do que o fato de ter caído - Acho que quebrei.
- Não se mexe! Eu vou pegar um pouco de gelo - Harry se levantou correndo.

Me levantei não contendo mais o riso e o acompanhei silenciosamente até a cozinha. Harry parecia um maluco correndo pra todos os lados procurando gelando e xingando com si mesmo. Ele abria o congelador e deixava meia dúzia de gelo cair da bandeja, abria a torneira e quase um litro d'água derramava no chão. Eu sabia que uma hora ele acabaria levando um tombo. Um tombo não! Um tombaço de quase levar o prédio abaixo.

- Harry?! - corri até atrás do balcão. Ele estava com a mão na cabeça e dezenas de cubos de gelo em volta - Harry! Ai, meu Deus! - não resisti em rir - Vem cá, seu tonto - estendi minha mão e ele riu, puxando-a para baixo e fazendo com que eu caísse em cima do seu peito. 
- Que coisa feia, mentindo, Christinne.
- Achei tão fofo você preocupado - sorri, desenhando o contorno dos seus lábios com meu dedo - Mas se eu soubesse que faria essa bagunça toda só por minha causa, eu não teria.... Pera, que cheiro é esse de queimado? 

Eu e Harry nos entreolhamos assustados.

- A PIPOCA! - levantamos apressadamente e desgovernadamente para correr até a panela. 

Game over! A pipoca tinha virado cinza. Não tinha restado nem uma pipoquinha sequer. Tinha tudo virado um bolo de floco queimado. A decepção na cara de Harry tinha partido meu coração. Ele estava louco por aquelas pipocas e eu tinha prometido que iam ficar maravilhosas. Agora sim eu tinha provado que era um desastre completo sim na cozinha. 

- Então... Tem algum número de pizza ai? - o encarei sugestiva. Harry suspirou e assentiu. 




[ . . . ]  


Harry POV

- Bragadaro!
- Brigadeiro!
- E o que eu disse?
- Harry, você nunca vai aprender - ela riu e me deixou de lado, bebendo um gole de Coca.
- Não! Eu quero aprender!
- Harry, é tão simples - revirou os olhos.
- Quando se é brasileiro.

Sim, estava a meia hora tentando falar o nome daquele doce que Christinne foi inventar de dizer que sabia fazer muito bem. Eu estava muito curioso pra experimentar, mas primeiramente queria aprender o nome. A pizza já tinha chegado e estava servida dentro da própria caixa em cima da mesinha de centro. Só que agora eu não estava nem mais a fim daquela pizza. Christinne estava duvidando da minha capacidade e eu ia provar que conseguia falar aquela coisa.

- Eu já ouvi muitos ingleses falarem brigadeiro com muita facilidade.
- Então é bragadeiro?
- BRI! BRIgadeiro!
- Brigadeiro?
- Own.

Christinne apertou minhas bochechas e me deu um selinho.

- É isso que vou ganhar toda vez que falar brigadeiro? - sorri malicioso - O que ganho se eu aprender o português inteiro?

Ela riu e me empurrou pro lado.

- Esse sotaque é tão gostoso.
- Eu também sou gostoso - pisquei.
- Há Há...
- Se tiver duvidando, eu te deixo provar.
- Ai, Harry, chega! - Chrstinne largou os talheres e se levantou.
- Ei, ei! O que foi? - segurei seu braço, mesmo tendo ela relutante em se soltar.
- Deve ser só isso que você quer comigo. Deve ser por isso que diz todas essas coisas melosas pra mim o tempo todo - disse verdadeiramente brava - Eu não sou boba, não, ok?
- Você fica...
- Linda quando estou brigando com você? - completou com um sorriso de deboche - Esse disco já está arranhado.
- Chris, por favor! Eu não estou tentando te enganar.
- O tempo todo você quer me provocar, me tarar... Eu não gosto! - disse puxando seu braço de volta - Eu sou uma menina direita, Harry. E se você quer alguém só pra satisfazer o que você tem dentro das calças então procure outra.
- Christinne! - agora eu a segurei firme - Nunca! Nunca, eu ia pensar algo assim de você. Meu bem, nunca! Eu jamais pensaria uma coisa dessas. Chris, eu gosto de você de verdade. Me desculpe pelo o que eu falei, eu não sabia que acabaria te irritando. Eu juro.

Ela ficou me encarando por longos segundos, até que eu não resistisse em abraçá-la como um pedido de desculpas. Eu realmente não fazia ideia de que aquelas provocações a deixariam incomodada. Eu tinha que ter considerado primeiramente que ela só tinha 17 anos e seu jeito inocente na maioria das vezes provava o quanto ainda era "pura".

- Me desculpe, bebê. De verdade - beijei o topo da sua testa.
- Não, tudo bem. Eu surtei um pouco, você que deve me desculpar.
- Não, não, eu...
- Não, Harry...
- Tá bom, ok! Chega disso.
- Eu quero voltar pro albergue - ela sussurrou, segurando minha mão e olhando timidamente pro chão - Eu tô um pouco cansada e... Você me entende? - ela me encarou agora, mordendo os lábios apreensiva.
- Mas você pode dormir aqui, se quiser. Por que dormir sozinha?
- Não, Harry... Eu preciso ficar sozinha.
- Eu não ia tentar nada, Chris. Confia em mim. - segurei seu queixo.
- Não é por isso, Harry. Eu tô com medo - disse me abraçando e virando seu rosto de lado sob meu peito - Eu não quero te perder por causa dos meus ataques.
- Amor, eu...
- Não precisa falar nada. Eu só preciso pensar, tá? - suspirou, se afastando dos meus braços - Você me leva?
- Já que é assim... Tá bom - suspirei pesadamente, aliviando a tensão em meus músculos.

Christinne subiu pra pegar suas sandálias e enquanto isso eu fui procurar as chaves do carro e uma camisa pra vestir. Esperava que não fosse realmente minha culpa, apesar de se sentir culpado. Amanhã sem dúvidas nós teríamos uma conversa pra que eu me sentisse menos pior e pudesse me desculpar de verdade.

- Pronta? - a encarei, parada na minha frente segurando a bolsa nas mãos. Chris assentiu e saímos de mãos dadas até o elevador.

A descida foi silenciosa e na maior parte do tempo ela estava observando nosso imagem refletida no espelho. Abracei-a de lado enquanto caminhávamos até o carro, notando que a noite já tinha chegado mais depressa do que eu tinha imaginado. Dirigi calmamente de volta ao albergue de Christinne. Estava prologando o máximo possível os últimos minutos que teríamos por hoje. Queria muito que ela tivesse ficado pra dormir comigo. Seu olhar estava longe, preocupado. Eu não queria que ela ficasse imaginando que eu fosse um canalha, que logo iria abandoná-la. Entedia também seus pensamentos, levando em consideração toda a fama que eu tinha, mas eu ia conseguir provar que estava querendo algo sério de verdade. Eu precisava dela, eu só queria ela.

Parei em frente. Ela tirou o cinto e se inclinou para me dar um beijo doce.

- Amanhã eu vou vir te buscar de novo.
- Harry...
- Não tem "Harry", não tem "Mas"... Eu vou vir e ponto - a encarei seriamente - Nós precisamos conversar.

Christinne continuou com seu olhar triste e apenas concordou.

- Até amanhã. - disse antes de sair e bater a porta. Esperei que ela entrasse segura e fui embora.








2 comentários:

  1. Demorou mais postou ydushsushsuhsus Chris sendo durona com o Harry, ui. Kkkkkkkkk continua logoooooo !!!! Bjs X

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  2. Demorou mais postou ydushsushsuhsus Chris sendo durona com o Harry, ui. Kkkkkkkkk continua logoooooo !!!! Bjs X

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