Chris
Estava tirando a mesa do almoço enquanto Harry estava na sala tendo um papo de homem pra homem com o Louis. Eu tinha escutado ele falar algo relacionado á Eleanor e falta de tempo, então acabei imaginando que o namoro dos dois devia estar andando um pouco frio. Eu achava os dois um casal mais que perfeito. Eleanor e Louis pareciam que tinham sido feitos um pro outro. Em cada maluquice eles eram compatíveis.
Terminei de lavar a louça e quando passei pra ir pra escada, vi Harry me fazendo sinal de que depois iria subir também. Louis estava sentado de costas pra sala, tinha o cotovelo dobrado sob o encosto do sofá e o punho cerrado na têmpora. Acho que ele não estava chorando, mas bastante frustrado eu com certeza diria que ele estava. Queria ter ido até lá e dado alguns conselhos, mas isso era entre eles. Afinal eu sabia que os dois iam se revolver. Eles se amavam muito! Qualquer idiota enxergaria isso.
Entrei no quarto de Harry e suspirei. Não tinha nada pra fazer! E eu não ia mais ligar aquela televisão de jeito nenhum depois do que tinha visto sem querer na primeira vez que liguei.
Rodeei o cômodo olhando algumas coisas do Harry. Até que eu estava me divertindo um pouco com as fotografias que faziam uma fileira na sua cômoda de frente pra cama. Harry era tão cute quando criança, que nem parecia esse tarado de hoje. ~risos. Seu sorriso não tinha mudado nada, ainda transparecia aquele jeito meigo e sincero. Eu tentava imaginar o que ele devia sonhar quando dormia abraçado com aqueles ursinhos da foto. Sinceramente eu teria apertado muito aquela criança se pudesse.
Depois que Harry subiu pro quarto, ele disse que iríamos jantar fora. Acho que ele tinha conseguido resolver o problema de Louis, já que o mesmo saiu uns vinte minutos depois muito cheiroso e arrumado. Eleanor que se preparasse porque ele realmente estava lindo de matar. Aliás acho que o espírito de arrumação estava até em Harry. Não tinha cena melhor pra se assistir deitada na cama do que Harry se arrumando cautelosamente em frente ao espelho.
Eu sei que ele tava me vendo ali babando com aquela exibição dele e parecia que o cachorro fazia quase tudo de propósito. O modo de passar o perfume e espalhar pelo pescoço, em como ajeitava os cachos bagunçados... Ah.. Tudo nele, meu Deus, era tão perfeito.
- Fecha pra mim? - ele veio até a cama, esperando que eu fechasse sua camisa social preta.
- Mas depois vai terminar de enxugar esse cabelo direito - meus dedos enterraram entre os fios e voltaram pingando água - Não quero você resfriado - Harry sorriu com o meu modo de falar e ficou observando meus dedos abotoarem sua camisa de baixo para cima. Ela caia muito bem em seu corpo. Era apertada e realçava cada músculo do seu tronco. Entortei os lábios pensando o quanto aquilo também seria um problema. Se eu já achava extremamente sexy, imagine as outras garotas?
- O que foi?
- Nada - ri com meu próprio pensamento - Te amo - encostei nossos lábios e logo o encarei alisando seu rosto.
- Também te amo.
- Não quer trocar essa camisa? - decidi falar.
- Não tá boa? - ele olhou para a própria, um pouco preocupado.
- Não... Quero dizer, está ótima. Está ótima até demais - murmurei.
- Eu coloquei só por você.
- Eu não quero nenhuma vagaba olhando torto pra esses braços - Harry riu, jogando a cabeça pra trás - Eu MATO, Harry!
- Mata?
- Mato sim senhor.
- Ah, é? - disse dando aquele sorrisinho safado.
- Eu já disse que mato e não me provoca - dei um tapa em seu braço e me levantei - Você disse que íamos jantar, mas é o único arrumado até agora. Não acha que eu mereço ir me arrumar também?
- Sim senhora.
- Então?
- Calma, eu vou te levar até o albergue. E aliás, não acha que aquele albergue tem homens demais?
- Não.
Harry me fuzilou com o olhar e ficou com um bico armado na mesma hora. Continuei fingindo estar desinteressada naquele assunto e apanhei minha bolsa.
- Acho melhor eu ir de táxi, não quero que você fique plantado lá esperando eu me arrumar.
- Foi só eu falar dos homens que você agora quer ir sozinha.
- Harry, não começa.
- Ok, então vai lá.
Bufei e virei as costas. Não me contive em bater a porta do quarto com força pra que ele sentisse o tamanho da minha repugnância com o seu ataque. Outra observação sobre Harry que tem que ficar clara é que ele pode ser muito ciumento. Muito! E ninguém além dele terá mais razão nesses casos. E não que eu não goste de vê-lo com ciúmes de mim, mas certas vezes é tão... Desnecessário.
Eu vi que ele ficou da janela lá do quinto andar me observando, mas quando o táxi chegou eu não me atrevi a olhar pra cima novamente. Liguei meu celular e pus o fone, esperando que alguma musica me desse uma inspiração de roupa pra vestir quando chegasse. Pra um jantar á noite eu devia caprichar, certo? Certo. Harry estava um pedaço de mal caminho, então o ambiente deve ser pra lá de refinado.
Paguei ao taxista antes de saltar as pressas do carro. Harry tinha mandado uma mensagem dizendo que em uma hora estaria me esperando em frente ao albergue e a última coisa que eu queria era deixá-lo me esperando. De verdade, eu não queria esse sofrimento na vida dele. Uma vez que começo a me arrumar preciso de no mínimo uma hora e meia pra estar me sentindo apresentável pra sociedade. E sendo um pouco mais sincera e exata... Duas horas seria o ideal. E Harry vem com esse "Em uma hora" pra me deixar louca!
Espalhei todas as minhas roupas sob a cama. Eu me perguntei internamente porque tinha trago short pra Londres na época mais fria. Mas ok, Christinne, se concentre! Pense em algo que vai deixá-lo sem fôlego. "Fique sem roupas" Eu realmente não tinha acredito que tinha pensado aquilo, mas o que eu poderia pensar mais estando ao lado de Harry Styles? Ele ia adorar se eu profetizasse aquele pensamento, mas eu ainda não tinha enlouquecido de vez.
Entrei pro banho e deixei o celular dentro da pia tocando minha playlist favorita do Maroon 5. Deixei a água derramar na minha cabeça e lavei os cabelos com shampoo seguindo de uma hidratação instantânea. Eu queria que eles estivessem perfeitos e com um ótimo balanço pra poder sentir aquele toque maravilhoso que era das mãos de Harry entranhando por entre os fios. Me dava um arrepio na nuca só de imaginar quando ele fazia isso e depois nossos lábios se juntavam lentamente.
Enrolei meu corpo em uma toalha e liguei o secador. Devia ter perdido cerca de vinte minutos no banho sem nem ter percebido e eu mal tinha escolhido a roupa. Que ótimo! É hoje que Harry vai criar raízes dentro do carro em frente ao albergue. Tentava ao máximo fazer três ações ao mesmo tempo, mas era quase impossível. Se a Rafaela pelo menos tivesse aqui nessas horas eu teria um penteado maravilhoso sem precisar me preocupar. Ela é boa nessas coisas, pena que não posso dar um pulinho lá no Brasil ~risos.
Peguei alguns grampos e os usei para fixar o topete no meio da cabeça que eu tinha tentado fazer. Deixei o restante do cabelo solto e modelei alguns cachos com a chapinha. Tudo bem que não estava aquela coisa perfeita, aquele penteado que quando eu estou descrevendo parece que está se saindo uma maravilha... Mas veja bem, pelo menos não estou saindo descabelada. Harry não vai ter uma bruxa do seu lado essa noite. Um pontinho pra mim. :)
Escolhi um vestido e me esforcei para que não bagunçasse meu penteado quando eu o colocasse. É, eu tenho o dom de ser atrapalhada, de estragar até o que não é possível ser estragado -.- Calcei os saltos e passei um pouco de maquiagem. Apostei num batom nude e peguei minha clutch antes de sair e deixar bem trancada a porta do quarto. No corredor, alguns caras conversavam entre si, fumavam e pressenti minhas bochechas corarem quando os olhares correram pra mim. Acho que Harry tinha um pouco razão. A população masculina ali era realmente maioria.
Apressei os passos e agradeci por seu carro já estar parado do outro lado da rua. Esperei que uma moto passasse e atravessei sem pressa. Talvez ele estivesse lá dentro apreciando cada detalhe, dizendo algo como "Nossa, ela tá gostosa" -.- Mas tudo bem, eu já estava acostumando e até, ahn... Gostando.
Abri a porta e me ajeitei no banco depois de fechá-la. Fiquei muito aliviada ao perceber que meu vestido não tinha subido, já que ele era curto de natureza.
- Eu demorei? Ops! Pera... - acho que minha cara tinha sido enterrada no chão quando me deparei com um homem totalmente diferente do meu lado oposto. A sua cara de desentendimento era a mesma que a minha, mas talvez a dele estivesse pior - Ai, meu Deus, eu acho que entrei no carro errado, me desculpe.
- Olha, não demorou não. Aliás eu nem percebi demora alguma. Não é todo dia que uma princesa entra no meu carro - ele tinha uma voz calma e charmosa. Seus olhos eram tão azuis como um céu de verão. Não podia negar que um elogio vindo daquele cara não tinha me levantado um pouco o astral. Isso era sinal de que Harry ia adorar, mas pigarreei seriamente e desci do carro morrendo de vergonha. Obviamente, pedindo desculpas depois de bater a porta.
Harry estava estacionando logo atrás do carro que eu acabara de confundir. Através dos faróis acessos, eu podia ver sua expressão dura e confusa. Não era pra menos, já que ele me vira acabar de sair de um carro suspeito. Ele buzinou duas vezes, me fuzilando com o olhar, mas sem sair do carro como se me mandasse entrar logo lá. Droga, essa cena tinha caído muito mal.
- Que carro é aquele, Christinne? Por que você estava lá?
- Oi, boa noite! Nossa... Não dá pra ser assim primeiro? Eu vou te explicar.
- Ai, Meu Deus... - ele passou a mão pela cabeça e fechou os olhos soltando um suspiro.
- Harry, pelo amor de Deus, eu só tinha confundido o carro!
- Confundido o carro? - Harry agora me encarou rapidamente.
- Parece que Londres toda tem o mesmo carro que o seu.
Juro que me senti desconfortável com ele apenas me olhando paralisado. Revirei os olhos e cruzei os braços depois que Harry começou a rir incrédulo. Ele tentou beijar minha bochecha, mas empurrei seu peito.
- Eu realmente escolhi a namorada certa - disse por fim, ligando o carro novamente.
- O que? Você se orgulha de uma namorada que confunde o carro?
- Tô tentando imaginar sua cara quando percebeu que não era o gostoso aqui - disse manobrando.
- Harry, vai tomar no seu...
- Eu também te amo, meu amor - riu - E eu espero que não confunda mais. Não quero que ninguém fique dando essa sorte.
- Bem falado, Styles. Porque o cara do carro disse que era muita sorte mesmo - mexi no cabelo e depois olhei as unhas.
- Cara?!
- Ele tinha olhos azuis, acredita? Parecia até uma piscina.
- Por que não ficou com ele então? - era incrível como o ciúmes batia fácil e ele ficava tão lindo com aquela expressão séria.
- Porque ele não é melhor que você, seu bobo.
Harry me olhou de canto com aquele sorrisinho e me deu um cutucada na costela. Aquele sim era o meu ponto fraco. Ele sabia o quanto eu me encolhia quando me cutucavam ali. Foi o suficiente para começarmos uma guerra de cutuques, mesmo tendo noção de que não podíamos. Se Harry batesse aquele carro eu o mataria e ele me mataria também, mas estava tão divertido. ~risos.
Quando chegamos ao tal restaurante, Harry me deu a mão pra descer do carro e me conduziu feito um cavalheiro até o salão principal. Eu estava me sentindo uma lady com seu príncipe do lado. Era sofisticado, mas não muito assustador para alguém como eu, que não sabe um terço de coisas refinadas. Harry pediu sua mesa e acompanhamos o mátri até o segundo salão, onde as paredes ganhavam cor de creme com toques amadeirados. O design era incrível e confortante. Eu nunca tinha ido jantar em um ambiente á luz de velas.
- Aqui, senhores. Com licença - o mátri se retirou logo depois de nos entregar a mesa.
Fiquei deslumbrada quando Harry puxou uma cadeira para que eu me sentasse. Aquele sorriso encantador, como se ainda fosse a primeira vez que nos víamos. Ele deu a volta e se acomodou na cadeira de frente. Na nossa mesa tinha dois pratos de porcelana sob toalhas individuais, duas taças e um par de talheres.
- Harry, isso é tão lindo! - disparei encantada lhe tirando um sorriso - Eu... Eu nunca fui á um jantar romântico.
- Mais um ponto pra mim - ele pegou minha mão por cima da mesa, acariciando-a de leve - Eu não queria ser muito tradicional, eu queria ter feito muito melhor, mas não daria muito tempo.
- Não daria muito tempo?
- Uns amigos meu me convidaram pra ir á Barbados nesse fim de semana.
- Ah, entendi..
- Vai ser uma festa havaiana...
- Hum..
- Então eu achei que não ia ter tempo. Nós íamos ficar muito ocupados com as festas e não íamos conseguir um momento desses.
- Nós?
- Eu e você em Barbados, moça - Harry piscou com o olho direito e eu fiquei boquiaberta.
- Eu? E você? - ele assentiu - Eu e você no Caribe? Em Barbados?! Harry!
- Eu espero que você tenha traje havaiano - disse sorrindo.
Eu não estava acreditando.
Não preciso dizer que aquilo foi mais um motivo pra eu ficar com um sorriso besta no rosto o jantar inteiro. E Harry estava me fazendo ficar cada vez mais ansiosa quando contava coisas que sabia sobre lá. Imagine as praias, os roteiros, as pessoas, o clima... Meu Deus! Eu mal podia esperar pro fim de semana. E enquanto o mesmo não chegava, eu teria que tentar esquecê-lo para não perder minhas noites de sono com tanta expectativa.
Voltamos a focar no jantar, que aliás estava maravilhoso! Gente, quem tinha cozinhado aquelas coisas? Provavelmente tinha sido o melhor chef do mundo! Harry e Zayn tinham falado mil maravilhas da minha comida, mas se Zayn estivesse aqui pra provar essas coisas junto com Harry aposto que teriam tido um colapso nervoso. Eu nunca tinha experimentado algo de tão boa qualidade na minha vida. Imaginei a minha mãe por aqui ~ risos. Com certeza teria toda cara de pau do mundo pra pedir pro garçom ir até a cozinha e fazer com que o chef anotasse a receita pra ela -.- Sim, minha mãe é capaz dessas coisas.
- Eu estou mais que satisfeita - encostei na cadeira, acariciando minha barriga.
- Tem certeza que está satisfeita?
- Super!
- Eu acho que não - Harry colocou a mão no bolso da calça, ficando um pouco de lado na cadeira para que conseguisse pegar sei lá o que e quando conseguiu, meu coração foi á Marte e só voltou uns minutos depois - Não vai querer abrir? - ele olhou para a caixinha de veludo sob a mesa.
- Eu deveria? - sorri um pouco nervosa.
Harry apenas ficou com aquele sorriso fechado, observando minha expressão mista de felicidade, aflição e... Não sei mais! Não sei mais de nada. Estou tendo um pequeno ataque cardíaco enquanto abro essa droga de caixinha.
Meus dedos trêmulos conseguiram agir para abri-la. Meus olhos brilharam como se fosse uma criança vendo doce. Era o anel mais lindo que eu ja tinha visto e recebido. Olhei pra Harry, sem palavras, ele apenas sorriu tímido. Havia dois corações elados. Dentro do primeiro tinha um C e no segundo um H. Do outro lado, em letras bem miúdas, tinha algo escrito. Com muita atenção eu pude perceber que era "Meu amor".
- Pra você lembrar sempre de mim... Da gente - ele disse depois que ousei em colocá-lo no dedo médio.
- Eu sempre vou lembrar - deixei um beijo sob a joia, o mostrando que lembraria de verdade - Eu amei, amor.
- Não sabe o quanto fiquei nervoso pra escolher.
- Pois saiba que eu amei! E amei a noite inteira. Você é o melhor namorado desse mundo - mordi os lábios depois de mandar um beijo. Harry ficou com aquele sorriso bobo, me fazendo rir.
- Mereço dormir contigo?
- Hmm... Não sei.. - falei pensando enquanto o via fazer beicinho.
- Com direito a abraço apertado e beijo a noite toda...
- Hum...
- Eu posso te fazer massagem...
- E..?
- E... Posso te esquentar.
- E...?
- Mais?!
Arqueei as sobrancelhas e Harry engoliu em seco.
- E faço chocolate se você quiser.
- Fechado!
- Garçom, a conta! - Harry levantou o dedo e fez um breve sinal - Essas chances são raras - ele sussurrou pra mim e então não resisti em gargalhar.
Cara, Christinne estava absurdamente gostosa naquele vestido. Eu não queria ter olhado pra bunda dela quando ela me deu as costas pra ir até o elevador, mas foi impossível. Do jeito que ele andava, minha pressão subia sem limites. Respirei fundo e sacudi a cabeça tentando me livrar de tais pensamentos. Travei as portas do carro e fui ao seu encontro. As portas do elevador da garagem tinham acabado de abrir. Entrelacei nossos dedos quando entramos. Ela também estava linda! Ela conseguia ser linda a qualquer hora, de diversas maneiras, meu coração chegava bater duas vezes mais rápido quando nossos olhos ficavam tão perto.
- Você vai fazer mesmo o chocolate? - ela me abraçou pela cintura, apoiando seu queixo em meu peito.
- Eu tenho mesmo que fazer?
- Então vou apertar o térreo.
- Não! Tudo bem, eu faço - revirei os olhos e ela me deu um tapa - O que eu não faço por uma princesa?
Ela me deu um selinho e aposto que fiquei com aquele sorriso idiota.
- Esses sapatos estão me matando. Não vejo a hora de tirar logo - ela fez uma cara de dor ao olhar pros pés. Eu realmente queria entender como as mulheres andavam em cima daquelas coisas - Sem falar das minhas costas.
A porta abriu e eu pus Christinne em meu colo, recebendo gritos de histeria pedindo que eu a soltasse. ~ risos.
- Você não está dolorida? Então fica quietinha.
- Harry, eu sou uma baleia! Dá pra me soltar?
- Shh!
- Harry! Se você.... HARRY! TIRA A MÃO DA MINHA BUNDA!
- Tá em forma, hein.
- Harry!
- AU! Não me arranha, essas unhas estão grande, mocinha.
- Me bota no chão! - choramingou. Já estava em frente a porta, girei a chave e empurrei-a com o pé.
Niall nos lançou um olhar meio assustado quando entrei com Christinne aos berros. Por que ela é tão escandalosa? Jesus! Mas eu não podia deixar de achar aquilo engraçado. Quanto mais ela gritava, mais me dava vontade de "torturá-la".
- Tô vendo que a noite vai ser boa! - ele gritou enquanto observava eu subir as escadas com a escandalosa. Christinne apenas parou de gritar pra mandar língua pro blondie. ~risos.
- Pronto, senhorita. Está segura agora. - falei deitando-a sob minha cama. Christinne se equilibrou entre os cotovelos, me encarando com uma das sobrancelhas arqueadas - Bela lingerie - sorri malicioso e ela rapidamente fechou as pernas.
Me inclinei por cima dela, colocando minhas duas mãos no colchão. Ela riu de um jeito fofo quando beijei seu nariz, queixo e bochecha. Suas mãos laçaram meu pescoço e eu me permiti se deitar por completo na cama. Deslizei minha boca até seu pescoço e aproveitei pra sentir o cheiro inebriante do seu perfume. Desci uma das mãos até sua cintura. Adorava sentir suas curvas e a forma como ela se contraia quando eu a acariciava. Tombei pro lado depois de um beijo calmo e doce. Meu celular vibrou no bolso e vi que era apenas uma mensagem de Niall dizendo "Não façam muito barulho (66". Idiota.
- Deixa eu ver seu celular! - Christinne praticamente o tomou da minha mão - Awn, que linda - ela disse ao perceber que meu papel de parede era minha mãe e eu. Aquela foto já estava até um pouco antiga. Minha mãe tinha um rabo de cavalo e uma mão segurando meu rosto enquanto beijava minha bochecha. Me encostei em seu peito enquanto observava ela futucar tudo ~ risos. Ficou falando o quanto eu recebia tweets e follows no Twitter... Mas eu sabia que tanta curiosidade no Twitter ia acabar não a agradando muito. Tinha certas garotas falando mal dela. Muito mal. E tinha sido por isso que eu já não entrava com tanta frequencia.
- Chris, você sabe que isso é besteira - tomei o celular da sua mão vendo sua expressão tensa - Isso é ciúmes. Você é linda, você é perfeita e eu tenho muita sorte de ter ao seu lado.
- Será mesmo, Harry? Ou será que a sorte é só minha? - ela levantou da cama - Tem tantas garotas no mundo.
- Christinne... - segurei seu rosto e o virei pra mim. Seus olhos estavam marejados e ficando vermelhos. Meu coração se quebrava em pedaços. Eu nunca ia querer vê-la chorando - Eu te amo. Eu te amo tanto que as vezes esqueço de mim. Eu não quero outra garota, eu não quero outra vida se não for pra ficar do seu lado. Se eu tiver que provar todos os dias que eu te amo, eu vou te provar, meu amor - sequei rapidamente a primeira lágrima que escorregou pela sua bochecha. Ela abaixou o olhar e me abraçou forte - Te amo. Com todas as letras, palavras e pronúncias. Em todos os sentidos e jeitos. Com todas as circunstâncias e motivos. Simplesmente te amo, princesa.
- Eu também te amo, Haz. Te amo tanto... - sua voz marejada seguido de um soluço. Seus dedos afagaram meu cabelo e eu não tive mais coragem de soltá-la. Só percebi que tínhamos adormecido, quando acordamos no meio da madrugada.
- O que foi?
- Nada - ri com meu próprio pensamento - Te amo - encostei nossos lábios e logo o encarei alisando seu rosto.
- Também te amo.
- Não quer trocar essa camisa? - decidi falar.
- Não tá boa? - ele olhou para a própria, um pouco preocupado.
- Não... Quero dizer, está ótima. Está ótima até demais - murmurei.
- Eu coloquei só por você.
- Eu não quero nenhuma vagaba olhando torto pra esses braços - Harry riu, jogando a cabeça pra trás - Eu MATO, Harry!
- Mata?
- Mato sim senhor.
- Ah, é? - disse dando aquele sorrisinho safado.
- Eu já disse que mato e não me provoca - dei um tapa em seu braço e me levantei - Você disse que íamos jantar, mas é o único arrumado até agora. Não acha que eu mereço ir me arrumar também?
- Sim senhora.
- Então?
- Calma, eu vou te levar até o albergue. E aliás, não acha que aquele albergue tem homens demais?
- Não.
Harry me fuzilou com o olhar e ficou com um bico armado na mesma hora. Continuei fingindo estar desinteressada naquele assunto e apanhei minha bolsa.
- Acho melhor eu ir de táxi, não quero que você fique plantado lá esperando eu me arrumar.
- Foi só eu falar dos homens que você agora quer ir sozinha.
- Harry, não começa.
- Ok, então vai lá.
Bufei e virei as costas. Não me contive em bater a porta do quarto com força pra que ele sentisse o tamanho da minha repugnância com o seu ataque. Outra observação sobre Harry que tem que ficar clara é que ele pode ser muito ciumento. Muito! E ninguém além dele terá mais razão nesses casos. E não que eu não goste de vê-lo com ciúmes de mim, mas certas vezes é tão... Desnecessário.
Eu vi que ele ficou da janela lá do quinto andar me observando, mas quando o táxi chegou eu não me atrevi a olhar pra cima novamente. Liguei meu celular e pus o fone, esperando que alguma musica me desse uma inspiração de roupa pra vestir quando chegasse. Pra um jantar á noite eu devia caprichar, certo? Certo. Harry estava um pedaço de mal caminho, então o ambiente deve ser pra lá de refinado.
Paguei ao taxista antes de saltar as pressas do carro. Harry tinha mandado uma mensagem dizendo que em uma hora estaria me esperando em frente ao albergue e a última coisa que eu queria era deixá-lo me esperando. De verdade, eu não queria esse sofrimento na vida dele. Uma vez que começo a me arrumar preciso de no mínimo uma hora e meia pra estar me sentindo apresentável pra sociedade. E sendo um pouco mais sincera e exata... Duas horas seria o ideal. E Harry vem com esse "Em uma hora" pra me deixar louca!
Espalhei todas as minhas roupas sob a cama. Eu me perguntei internamente porque tinha trago short pra Londres na época mais fria. Mas ok, Christinne, se concentre! Pense em algo que vai deixá-lo sem fôlego. "Fique sem roupas" Eu realmente não tinha acredito que tinha pensado aquilo, mas o que eu poderia pensar mais estando ao lado de Harry Styles? Ele ia adorar se eu profetizasse aquele pensamento, mas eu ainda não tinha enlouquecido de vez.
Entrei pro banho e deixei o celular dentro da pia tocando minha playlist favorita do Maroon 5. Deixei a água derramar na minha cabeça e lavei os cabelos com shampoo seguindo de uma hidratação instantânea. Eu queria que eles estivessem perfeitos e com um ótimo balanço pra poder sentir aquele toque maravilhoso que era das mãos de Harry entranhando por entre os fios. Me dava um arrepio na nuca só de imaginar quando ele fazia isso e depois nossos lábios se juntavam lentamente.
Enrolei meu corpo em uma toalha e liguei o secador. Devia ter perdido cerca de vinte minutos no banho sem nem ter percebido e eu mal tinha escolhido a roupa. Que ótimo! É hoje que Harry vai criar raízes dentro do carro em frente ao albergue. Tentava ao máximo fazer três ações ao mesmo tempo, mas era quase impossível. Se a Rafaela pelo menos tivesse aqui nessas horas eu teria um penteado maravilhoso sem precisar me preocupar. Ela é boa nessas coisas, pena que não posso dar um pulinho lá no Brasil ~risos.
Peguei alguns grampos e os usei para fixar o topete no meio da cabeça que eu tinha tentado fazer. Deixei o restante do cabelo solto e modelei alguns cachos com a chapinha. Tudo bem que não estava aquela coisa perfeita, aquele penteado que quando eu estou descrevendo parece que está se saindo uma maravilha... Mas veja bem, pelo menos não estou saindo descabelada. Harry não vai ter uma bruxa do seu lado essa noite. Um pontinho pra mim. :)
Escolhi um vestido e me esforcei para que não bagunçasse meu penteado quando eu o colocasse. É, eu tenho o dom de ser atrapalhada, de estragar até o que não é possível ser estragado -.- Calcei os saltos e passei um pouco de maquiagem. Apostei num batom nude e peguei minha clutch antes de sair e deixar bem trancada a porta do quarto. No corredor, alguns caras conversavam entre si, fumavam e pressenti minhas bochechas corarem quando os olhares correram pra mim. Acho que Harry tinha um pouco razão. A população masculina ali era realmente maioria.
Apressei os passos e agradeci por seu carro já estar parado do outro lado da rua. Esperei que uma moto passasse e atravessei sem pressa. Talvez ele estivesse lá dentro apreciando cada detalhe, dizendo algo como "Nossa, ela tá gostosa" -.- Mas tudo bem, eu já estava acostumando e até, ahn... Gostando.
Abri a porta e me ajeitei no banco depois de fechá-la. Fiquei muito aliviada ao perceber que meu vestido não tinha subido, já que ele era curto de natureza.
- Eu demorei? Ops! Pera... - acho que minha cara tinha sido enterrada no chão quando me deparei com um homem totalmente diferente do meu lado oposto. A sua cara de desentendimento era a mesma que a minha, mas talvez a dele estivesse pior - Ai, meu Deus, eu acho que entrei no carro errado, me desculpe.
- Olha, não demorou não. Aliás eu nem percebi demora alguma. Não é todo dia que uma princesa entra no meu carro - ele tinha uma voz calma e charmosa. Seus olhos eram tão azuis como um céu de verão. Não podia negar que um elogio vindo daquele cara não tinha me levantado um pouco o astral. Isso era sinal de que Harry ia adorar, mas pigarreei seriamente e desci do carro morrendo de vergonha. Obviamente, pedindo desculpas depois de bater a porta.
Harry estava estacionando logo atrás do carro que eu acabara de confundir. Através dos faróis acessos, eu podia ver sua expressão dura e confusa. Não era pra menos, já que ele me vira acabar de sair de um carro suspeito. Ele buzinou duas vezes, me fuzilando com o olhar, mas sem sair do carro como se me mandasse entrar logo lá. Droga, essa cena tinha caído muito mal.
- Que carro é aquele, Christinne? Por que você estava lá?
- Oi, boa noite! Nossa... Não dá pra ser assim primeiro? Eu vou te explicar.
- Ai, Meu Deus... - ele passou a mão pela cabeça e fechou os olhos soltando um suspiro.
- Harry, pelo amor de Deus, eu só tinha confundido o carro!
- Confundido o carro? - Harry agora me encarou rapidamente.
- Parece que Londres toda tem o mesmo carro que o seu.
Juro que me senti desconfortável com ele apenas me olhando paralisado. Revirei os olhos e cruzei os braços depois que Harry começou a rir incrédulo. Ele tentou beijar minha bochecha, mas empurrei seu peito.
- Eu realmente escolhi a namorada certa - disse por fim, ligando o carro novamente.
- O que? Você se orgulha de uma namorada que confunde o carro?
- Tô tentando imaginar sua cara quando percebeu que não era o gostoso aqui - disse manobrando.
- Harry, vai tomar no seu...
- Eu também te amo, meu amor - riu - E eu espero que não confunda mais. Não quero que ninguém fique dando essa sorte.
- Bem falado, Styles. Porque o cara do carro disse que era muita sorte mesmo - mexi no cabelo e depois olhei as unhas.
- Cara?!
- Ele tinha olhos azuis, acredita? Parecia até uma piscina.
- Por que não ficou com ele então? - era incrível como o ciúmes batia fácil e ele ficava tão lindo com aquela expressão séria.
- Porque ele não é melhor que você, seu bobo.
Harry me olhou de canto com aquele sorrisinho e me deu um cutucada na costela. Aquele sim era o meu ponto fraco. Ele sabia o quanto eu me encolhia quando me cutucavam ali. Foi o suficiente para começarmos uma guerra de cutuques, mesmo tendo noção de que não podíamos. Se Harry batesse aquele carro eu o mataria e ele me mataria também, mas estava tão divertido. ~risos.
Quando chegamos ao tal restaurante, Harry me deu a mão pra descer do carro e me conduziu feito um cavalheiro até o salão principal. Eu estava me sentindo uma lady com seu príncipe do lado. Era sofisticado, mas não muito assustador para alguém como eu, que não sabe um terço de coisas refinadas. Harry pediu sua mesa e acompanhamos o mátri até o segundo salão, onde as paredes ganhavam cor de creme com toques amadeirados. O design era incrível e confortante. Eu nunca tinha ido jantar em um ambiente á luz de velas.
- Aqui, senhores. Com licença - o mátri se retirou logo depois de nos entregar a mesa.
Fiquei deslumbrada quando Harry puxou uma cadeira para que eu me sentasse. Aquele sorriso encantador, como se ainda fosse a primeira vez que nos víamos. Ele deu a volta e se acomodou na cadeira de frente. Na nossa mesa tinha dois pratos de porcelana sob toalhas individuais, duas taças e um par de talheres.
- Harry, isso é tão lindo! - disparei encantada lhe tirando um sorriso - Eu... Eu nunca fui á um jantar romântico.
- Mais um ponto pra mim - ele pegou minha mão por cima da mesa, acariciando-a de leve - Eu não queria ser muito tradicional, eu queria ter feito muito melhor, mas não daria muito tempo.
- Não daria muito tempo?
- Uns amigos meu me convidaram pra ir á Barbados nesse fim de semana.
- Ah, entendi..
- Vai ser uma festa havaiana...
- Hum..
- Então eu achei que não ia ter tempo. Nós íamos ficar muito ocupados com as festas e não íamos conseguir um momento desses.
- Nós?
- Eu e você em Barbados, moça - Harry piscou com o olho direito e eu fiquei boquiaberta.
- Eu? E você? - ele assentiu - Eu e você no Caribe? Em Barbados?! Harry!
- Eu espero que você tenha traje havaiano - disse sorrindo.
Eu não estava acreditando.
Não preciso dizer que aquilo foi mais um motivo pra eu ficar com um sorriso besta no rosto o jantar inteiro. E Harry estava me fazendo ficar cada vez mais ansiosa quando contava coisas que sabia sobre lá. Imagine as praias, os roteiros, as pessoas, o clima... Meu Deus! Eu mal podia esperar pro fim de semana. E enquanto o mesmo não chegava, eu teria que tentar esquecê-lo para não perder minhas noites de sono com tanta expectativa.
Voltamos a focar no jantar, que aliás estava maravilhoso! Gente, quem tinha cozinhado aquelas coisas? Provavelmente tinha sido o melhor chef do mundo! Harry e Zayn tinham falado mil maravilhas da minha comida, mas se Zayn estivesse aqui pra provar essas coisas junto com Harry aposto que teriam tido um colapso nervoso. Eu nunca tinha experimentado algo de tão boa qualidade na minha vida. Imaginei a minha mãe por aqui ~ risos. Com certeza teria toda cara de pau do mundo pra pedir pro garçom ir até a cozinha e fazer com que o chef anotasse a receita pra ela -.- Sim, minha mãe é capaz dessas coisas.
- Eu estou mais que satisfeita - encostei na cadeira, acariciando minha barriga.
- Tem certeza que está satisfeita?
- Super!
- Eu acho que não - Harry colocou a mão no bolso da calça, ficando um pouco de lado na cadeira para que conseguisse pegar sei lá o que e quando conseguiu, meu coração foi á Marte e só voltou uns minutos depois - Não vai querer abrir? - ele olhou para a caixinha de veludo sob a mesa.
- Eu deveria? - sorri um pouco nervosa.
Harry apenas ficou com aquele sorriso fechado, observando minha expressão mista de felicidade, aflição e... Não sei mais! Não sei mais de nada. Estou tendo um pequeno ataque cardíaco enquanto abro essa droga de caixinha.
Meus dedos trêmulos conseguiram agir para abri-la. Meus olhos brilharam como se fosse uma criança vendo doce. Era o anel mais lindo que eu ja tinha visto e recebido. Olhei pra Harry, sem palavras, ele apenas sorriu tímido. Havia dois corações elados. Dentro do primeiro tinha um C e no segundo um H. Do outro lado, em letras bem miúdas, tinha algo escrito. Com muita atenção eu pude perceber que era "Meu amor".
- Pra você lembrar sempre de mim... Da gente - ele disse depois que ousei em colocá-lo no dedo médio.
- Eu sempre vou lembrar - deixei um beijo sob a joia, o mostrando que lembraria de verdade - Eu amei, amor.
- Não sabe o quanto fiquei nervoso pra escolher.
- Pois saiba que eu amei! E amei a noite inteira. Você é o melhor namorado desse mundo - mordi os lábios depois de mandar um beijo. Harry ficou com aquele sorriso bobo, me fazendo rir.
- Mereço dormir contigo?
- Hmm... Não sei.. - falei pensando enquanto o via fazer beicinho.
- Com direito a abraço apertado e beijo a noite toda...
- Hum...
- Eu posso te fazer massagem...
- E..?
- E... Posso te esquentar.
- E...?
- Mais?!
Arqueei as sobrancelhas e Harry engoliu em seco.
- E faço chocolate se você quiser.
- Fechado!
- Garçom, a conta! - Harry levantou o dedo e fez um breve sinal - Essas chances são raras - ele sussurrou pra mim e então não resisti em gargalhar.
( . . . )
Harry
Cara, Christinne estava absurdamente gostosa naquele vestido. Eu não queria ter olhado pra bunda dela quando ela me deu as costas pra ir até o elevador, mas foi impossível. Do jeito que ele andava, minha pressão subia sem limites. Respirei fundo e sacudi a cabeça tentando me livrar de tais pensamentos. Travei as portas do carro e fui ao seu encontro. As portas do elevador da garagem tinham acabado de abrir. Entrelacei nossos dedos quando entramos. Ela também estava linda! Ela conseguia ser linda a qualquer hora, de diversas maneiras, meu coração chegava bater duas vezes mais rápido quando nossos olhos ficavam tão perto.
- Você vai fazer mesmo o chocolate? - ela me abraçou pela cintura, apoiando seu queixo em meu peito.
- Eu tenho mesmo que fazer?
- Então vou apertar o térreo.
- Não! Tudo bem, eu faço - revirei os olhos e ela me deu um tapa - O que eu não faço por uma princesa?
Ela me deu um selinho e aposto que fiquei com aquele sorriso idiota.
- Esses sapatos estão me matando. Não vejo a hora de tirar logo - ela fez uma cara de dor ao olhar pros pés. Eu realmente queria entender como as mulheres andavam em cima daquelas coisas - Sem falar das minhas costas.
A porta abriu e eu pus Christinne em meu colo, recebendo gritos de histeria pedindo que eu a soltasse. ~ risos.
- Você não está dolorida? Então fica quietinha.
- Harry, eu sou uma baleia! Dá pra me soltar?
- Shh!
- Harry! Se você.... HARRY! TIRA A MÃO DA MINHA BUNDA!
- Tá em forma, hein.
- Harry!
- AU! Não me arranha, essas unhas estão grande, mocinha.
- Me bota no chão! - choramingou. Já estava em frente a porta, girei a chave e empurrei-a com o pé.
Niall nos lançou um olhar meio assustado quando entrei com Christinne aos berros. Por que ela é tão escandalosa? Jesus! Mas eu não podia deixar de achar aquilo engraçado. Quanto mais ela gritava, mais me dava vontade de "torturá-la".
- Tô vendo que a noite vai ser boa! - ele gritou enquanto observava eu subir as escadas com a escandalosa. Christinne apenas parou de gritar pra mandar língua pro blondie. ~risos.
- Pronto, senhorita. Está segura agora. - falei deitando-a sob minha cama. Christinne se equilibrou entre os cotovelos, me encarando com uma das sobrancelhas arqueadas - Bela lingerie - sorri malicioso e ela rapidamente fechou as pernas.
Me inclinei por cima dela, colocando minhas duas mãos no colchão. Ela riu de um jeito fofo quando beijei seu nariz, queixo e bochecha. Suas mãos laçaram meu pescoço e eu me permiti se deitar por completo na cama. Deslizei minha boca até seu pescoço e aproveitei pra sentir o cheiro inebriante do seu perfume. Desci uma das mãos até sua cintura. Adorava sentir suas curvas e a forma como ela se contraia quando eu a acariciava. Tombei pro lado depois de um beijo calmo e doce. Meu celular vibrou no bolso e vi que era apenas uma mensagem de Niall dizendo "Não façam muito barulho (66". Idiota.
- Deixa eu ver seu celular! - Christinne praticamente o tomou da minha mão - Awn, que linda - ela disse ao perceber que meu papel de parede era minha mãe e eu. Aquela foto já estava até um pouco antiga. Minha mãe tinha um rabo de cavalo e uma mão segurando meu rosto enquanto beijava minha bochecha. Me encostei em seu peito enquanto observava ela futucar tudo ~ risos. Ficou falando o quanto eu recebia tweets e follows no Twitter... Mas eu sabia que tanta curiosidade no Twitter ia acabar não a agradando muito. Tinha certas garotas falando mal dela. Muito mal. E tinha sido por isso que eu já não entrava com tanta frequencia.
" Ela nem é tão bonita pra ele"
" Harry, você tá péssimo pra escolher garotas, hein"
"Christinne é brasileira. Todo mundo sabe que brasileiras não prestam"
- Será mesmo, Harry? Ou será que a sorte é só minha? - ela levantou da cama - Tem tantas garotas no mundo.
- Christinne... - segurei seu rosto e o virei pra mim. Seus olhos estavam marejados e ficando vermelhos. Meu coração se quebrava em pedaços. Eu nunca ia querer vê-la chorando - Eu te amo. Eu te amo tanto que as vezes esqueço de mim. Eu não quero outra garota, eu não quero outra vida se não for pra ficar do seu lado. Se eu tiver que provar todos os dias que eu te amo, eu vou te provar, meu amor - sequei rapidamente a primeira lágrima que escorregou pela sua bochecha. Ela abaixou o olhar e me abraçou forte - Te amo. Com todas as letras, palavras e pronúncias. Em todos os sentidos e jeitos. Com todas as circunstâncias e motivos. Simplesmente te amo, princesa.
- Eu também te amo, Haz. Te amo tanto... - sua voz marejada seguido de um soluço. Seus dedos afagaram meu cabelo e eu não tive mais coragem de soltá-la. Só percebi que tínhamos adormecido, quando acordamos no meio da madrugada.
Alguns dias depois
Chris
Minhas roupas tinham formado uma bola gigante misturadas com as roupas de Harry no guarda roupa. Já tinha três dias que eu dormia direto no apê dos meninos, mas não tinha percebido que quase minhas roupas todas estavam aqui. Minha cabeça dava coceira só de imaginar que eu tinha que desfazer aquela bagunça antes que Harry chegasse. Hoje finalmente era o grande dia. O grande dia pelo menos pra mim, claro. Harry e eu realmente íamos pra Barbados, mas ele tinha saído pra resolver algumas coisas antes de viajarmos. Tinha um bilhete em cima do seu travesseiro dizendo que voltava em uma hora e que eu me aprontasse enquanto isso.
Eu tinha comprado algumas coisas pra viagem, mas agora tava indecisa no que levar. Não queria bancar uma de perua com cinco malas do lado. Já estava sacando que Harry era do tipo que gostava de fazer surpresinhas e isso as vezes acabava me frustrando. Quantos dias íamos ficar nesse lugar? Assim fica difícil fazer uma mala. Eu teria que colocar apenas o necessário e se faltasse algo, teria que comprar lá.
Coloquei meu óculos de sol e desci com a mala de mão até o térreo. Hoje tinha mais movimento, nunca tinha visto os outros moradores daquele condomínio. Fiquei esperando por algum sinal do carro de Harry no estacionamento, marcando a hora no meu relógio. Tinha um grupinho de garotas que não paravam de passar ali me encarando. Elas falavam entre si e depois me olhavam. Confesso que estava um pouco amedrontada, já imaginava que elas pudessem estar dizendo que eu era a namorada de Harry. Quando é que ele vai assumir e acabar com essas fofocas? Não que eu queria alguma fama, eu só quero que as pessoas parem de me olhar torto desse jeito. Será que é dificil?
- Chris!
- Hã? - dei um pulo ao ver Niall do meu lado.
- Tá bem? Tô te chamando desde que estava atravessando o estacionamento.
- Estava?
- É, eu estava, né. - disse revirando os olhos - Será que não mereço nem um abraço de despedida?
- Awn, Nini, desculpa - ri da sua carinha de bebê e larguei a mala para abraçá-lo - Eu achei que Harry já estivesse aqui embaixo, mas esse cabeçudo tá me fazendo criar raízes aqui.
- Não deixa ele beber por lá. Você pode querer matar ele se isso acontecer.
- Eu com certeza não vou deixar Harry se embebedar.
Uma buzina estridente entrando no estacionamento cortou nossa conversa, me fazendo perceber que finalmente ele tinha chegado.
- Vou sentir falta, baixinha.
- Também, duende - senti ele beijar o topo da minha cabeça. Será possível que até o Niall tinha que ser mais alto que eu? - Prometo trazer alguma comida havaiana - sussurrei no seu ouvido e ele gargalhou, pegando o peso da mala da minha mão.
Harry desceu do carro e fez um tipo High Five com Niall, que tinha acabado de colocar minha mala no banco de trás.
- Tenham juízo - ele disse pela janela do Harry, enquanto colocávamos o cinto.
- Temos muito juízo - Harry se gabou.
- Pra dar e vender - completei
- Santo Deus! - Niall fez sinal da cruz e rimos - Divirtam-se então.
- Não chore, irlandês. Voltamos em breve, ok?
- Vai se ferrar, Harry.
- Também, te amo. Te ligo quando chegarmos lá - Harry buzinou e apertou um botão no painel que subiu os os vidros do carro. Niall deu aceno e Harry pisou no acelerador pra fora do estacionamento.
Liguei o rádio e o clima se fez ainda melhor ali dentro com Rude de Magic!. Eu mal tinha reparado que Harry estava com uma camisa social estampada de flores de um certo tecido preto transparente. Suas tatuagens estavam parcialmente a amostra, o que o deixava magnificamente sexy. Eu tinha um fetiche estranho com seu tronco. Seus ombros e seu peitoral eram tão atraentes. Sorri com um leve mordida no lábio de vergonha quando ele me pegou o observando minimamente. Eu podia ter certeza que seus olhos verdes estavam brilhando por trás do óculos espelhado.
- Vai ser a melhor viagem da sua vida, baby.
- Vai ser a melhor viagem da sua vida, baby.
Heeeeeeey Giiiiirls?
E ai, gostaram?
Comeeeeentem, me digam tudo!
Me desculpem a demora.
Depois explico tudo, tá?
Malikisses, Beaaa :)
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SOCORRROOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!!!!!!! Mai godinhooo eu to d-e-s-m-a-i-a-d-a ! Porra, Bia vc e tão talentosa e me surpreende a cada capitulo, scrr ferias no caribe e vida eu adoraria ir lá, me leva? kkkkkkk Harry com ciumes in love <3 Já prevejo as loucuras desses dias no caribe. #CarryCasalComedia tudo com C O.o kkkk continua logo linda, beijosssssssss
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